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De quase tudo que importa, não se sabe falar
De quase tudo que importa, não se sabe falar


Glub, glub, glub...



Passatempo
Porque o tempo não passa

Pesadelo
Porque levedelo seria incoerente

Desaconselho
Porque é propriedade de Saconselho

Zeca Baleiro
Para evitar analogias com os cavalos

Estômago
Porque era melhor que sômago - e não era atual

Seminua
Porque semipelada é muito sem classe

Nhoque
Porque acharam que uma onomatopéia resolveria o problema do nome

Camaleão
Para não apelarem para armáriomacaco

Comporta
Porque contorta daria fome

Baleia
Porque o gaúcho queria instruir

Sonho
Porque também tem o suspiro - e eles andam sempre juntos

PaLavras
Pa não ir paRecife

Po,lítica
Para reclamar sem falar um palavrão

Computador
Porque não deu pra evitar o palavrão mesmo

Trava-língua
Porque a língua está solta demais



August 18, 2006 | 3:30 PM Comments  2 comments

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El desarrollo de la paz. (O su descubrimiento?)

"El mundo necessita paz". Hecho. La pregunta, entretanto, es: cómo desarrollarla? Dónde está la solución de esto problema?

En esta situación, la pregunta es muy importante. Tan importante cuanto la respuesta, tal vez. Aquellos que luchan por la paz y que la buscan tienen el mérito de la intención y del trabajo, pero una reflexión es importante: estarán buscando en el camino correcto? Estarán preocupados con las cosas correctas?

Observase que mucha gente busca la paz en las relaciones entre los paises, las religiones, las personas, y eso es necesario, pero hay algo más importante antes de esto: la busca por la paz dentro de sí mismos.

En cuanto buscarmos por la paz en los otros sin buscarla dentro de nosotros, no la encontraremos.


June 20, 2006 | 8:50 PM Comments  4 comments

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Reflection

I read it somewhere. It´s pretty nice.
I wanted to share...


"If I am not for myself
who will be for me?
If I am only for myself,
what am I?
And if not now, when?"


February 2, 2006 | 2:15 PM Comments  3 comments

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A mais linda mensagem de Natal que já vi

Sei que está um pouco atrasado, mas faço questão de compartilhar o mais lindo texto de Natal que já li. Fantástico.


CARTÃO DE NATAL
Frei Betto

Feliz Natal a quem não planta corvos nas janelas da alma, nem embebe o coração de cicuta e ousa sair pelas ruas a transpirar bom-humor.

Feliz Natal a quem cultiva ninhos de pássaros no beiral da utopia e coleciona no espírito as aquarelas do arco-íris. E a todos que trafegam pelas vias interiores e não temem as curvas abissais da oração.

Feliz Natal aos que reverenciam o silêncio como matéria-prima do amor e arrancam das cordas da dor melódicas esperanças. Também aos que se recostam em leitos de hortênsias e bordam, com os delicados fios dos sentimentos, alfombras de ternura.

Feliz Natal aos que trazem às costas aljavas repletas de relâmpagos, aspiram o perfume da rosa-dos-ventos e carregam no peito a saudade do futuro. Também aos que semeiam indignações, mergulham todas as manhãs nas fontes da verdade e, no labirinto da vida, identificam a porta que os sentidos não vêem e a razão não alcança.

Feliz Natal a todos que dançam embalados pelos próprios sonhos e nunca dizem sim às artimanhas do desejo. Aos que ignoram o alfabeto da vingança e
jamais pisam na armadilha do desamor, pois sabem que o ódio destrói primeiro a quem odeia.


Feliz Natal a quem acorda, todas as manhãs, a criança adormecida em si e, moleque, sai pelas esquinas quebrando convenções que só obrigam a quem
carece de convicções. E aos artífices da alegria que, no calor da dúvida, dão linha à manivela da fé.

Feliz Natal a quem recolhe cacos de mágoas pelas ruas a fim de atirá-los no lixo do olvido e guardam recatados os seus olhos no recanto da sobriedade. A quem resguarda-se em câmaras secretas para reaprender a gostar de si e, diante do espelho, descobre-se belo na face do próximo.

Feliz Natal a todos que pulam corda com a linha do horizonte e riem à sobeja dos que apregoam o fim da história. E aos que suprimem a letra erre do verbo armar e se recusam a ser reféns do pessimismo.

Feliz Natal aos que fazem do estrume adubo de seu canteiro de lírios. Também aos poetas sem poemas, aos músicos sem melodias, aos pintores sem cores e aos escritores sem palavras. E a todos que jamais encontraram a pessoa a quem declarar todo o amor que os fecunda em gravidez inefável.

Feliz Natal aos ébrios de transcendência e aos filhos da misericórdia que dormem acobertados pela compaixão. E a todos que contemplam ociosos o
entardecer, observando como o Menino entra na boca da noite montado em seu monociclo solar.

Feliz Natal a quem não se deixa seduzir pelo perfume das alturas e nem escala os picos em que os abutres chocam ovos. E a todos que destelham os tetos da ambição e edificam suas casas em torno da cozinha.

Feliz Natal a quem, no leito de núpcias, promove uma despudorada liturgia eucarística, transubstanciando o corpo em copo inundado do vinho embriagador da perda de si no outro. E a quem corrige o equívoco do poeta e sabe que o amor não é eterno enquanto dura, mas dura enquanto é terno.

Feliz Natal aos que repartem Deus em fatias de pão e convocam os famélicos à mesa feita com as tábuas da justiça e coberta com a toalha bordada de cumplicidades.

Feliz Natal aos que secam lágrimas no consolo da fé e plantam no chão da vida as sementes do porvir. E aos que criam hipocampos em aquários de mistério e conhecem a geometria da quadratura do círculo.

Feliz Natal a quem se embebeda de chocolate na esbórnia pascal da lucidez crítica e não receia pronunciar palavras onde a mentira costura bocas e enjaula consciências. E a todos que, com o rosto lavado das maquiagens de Narciso, dobram os joelhos à dignidade dos carvoeiros.

Feliz Natal a todos que sabem voar sem exibir as asas e abrem caminhos com os próprios passos, inebriados pelos ecos de profundas nostalgias. E aos que decifram enigmas sem revelar inconfidências e, nus, abraçam epifanias sob cachoeiras de magnólias.

Feliz Natal aos que saboreiam alvíssaras nos bosques onde vicejam anjos barrocos e nadam suas gorduras deixando os cabelos brancos flutuarem sobre a
saciedade de anos bem vividos. E a todos que dão ouvidos à sinfonia cósmica e, nos salões da Via Láctea, bailam com os astros ao ritmo de siderais
incertezas.

Feliz Natal também aos infelizes, aos tíbios e aos pusilânimes, aos que deixam a vida escorrer pelo ralo da mesquinhez e, no calor de seus apegos, vêem seus dias evaporar como o orvalho aquecido pelo alvorecer do verão. Queira Deus que renasçam com o Menino que se aconchega em corações desenhados na forma de presépios.

December 28, 2005 | 2:26 PM Comments  0 comments

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Só testando

Só teste

bla bla bla
bla bla bla

Será que depois dá para apagar isto??

November 21, 2005 | 12:58 PM Comments  1 comments

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